tarja branca cartaz documentario
Publicado em: 16/10/2016

Brincar mantêm sua essência brincante

Quando fui assistir o documentário Tarja Branca no dia 12.07.14, até marquei a data de tão especial!

Documentário com direção do diretor Cacau Rhoden, que inclusive conversou com o público após exibição e fez deste dia ainda mais especial.

Fiquei maravilhada e muito tocada com este documentário, ele trata da nossa relação com o brincar e quanto ele ajuda na nossa formação como adultos, nos tornando mais completos e leves para cumprir com muitas obrigações de nosso dia-a-dia, nos permitir se soltar, deixar um pouco pra lá as preocupações, de que o ócio faz parte da vida, mesmo que seja para não se pensar em nada, apenas olhar as nuvens. Eu adorava deitar no quintal de casa olhando pro Céu e simplesmente ver as nuvens passarem…
A importância de mantermos a criança que fomos em nós sempre presente e buscarmos cor no dia-a-dia da vida, dos afazeres, sermos plenos e buscarmos a felicidade, cada dia mais importante para sustentar a vida adulta e evitar depressões, tristezas.
Como relatado em um trecho do filme. Hélio Leites, hoje Artesão Universitário, mas que por muitos anos trabalhou em um Banco. Relatou a exaustão dia após dia, de carimbar e carimbar cheques de pessoas que não conhecia para serem devolvidos.
“Até que um dia descobri que eu podia sair do Banco”, como ele mesmo declarou. Resolveu buscar a sua essência, aquilo que queria ser quando crescer, de quando somos crianças, e ele descobriu que não precisava mais trabalhar em um Banco. Foi brincar, foi ser o que ele é na essência, um brincante, um artista plástico, feliz, realizado.

“O meu remédio é de tarja branca” explica Hélio Leites, quem saiu do Banco e hoje é artista plástico. E profetiza: haverá um tempo em que o remédio entrará pelo ouvido em vez da boca. O remédio é a palavra que brinca.

Assistir o Tarja Branca dá alívio e angústia ao mesmo tempo. Alívio porque você se redescobre, que sua criança tá lá em você pronta pra se libertar e Angústia porque você olha para sua criança, como fizeram os participantes no final do documentário olhando sua foto de criança e bate um saudosismo. E talvez você se pergunte, o que foi o que eu fiz com minha criança viva em mim? O que posso fazer por ela? Ela tinha sonhos, gostava de brincar e porque parei de fazer o que mais gostava de fazer?

Lembrei ter visto o trabalho de uma dupla de alunos anônimos que fazem desenhos incríveis em um quadro negro usando apenas giz e combina com a liberdade do brincar e de estar fazendo o que sua criança quer.

Em um deles está escrito:

ócio criativo desenho alunos

“Nada é realmente trabalho a menos que vc preferisse estar fazendo alguma outra coisa”. J.M. Barrie

No outro: “O trabalho que você faz enquanto procrastina, provavelmente é o trabalho que você deveria fazer para o resto da sua vida “ Jessu Hische

procrastinação

Ainda há tempo, liberte sua criança! Viva a vida brincando ou viva brincando de viver a vida.

Para assistir ao documentário clique no vídeo abaixo.